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Como eu tinha vontade de conhecer a Islândia! Já havia tentado duas vezes. Ambas as tentativas fracassaram antes mesmo de comprar as passagens aéreas.
A primeira, lá pelos anos 2000, quando era quase impossível achar informações sobre destinos fora do comum, e todo mundo achava uma loucura eu querer ir pra um lugar que nem sabiam apontar no mapa. Missão abortada.
Em 2022, com o país já em alta no turismo mundial, resolvi novamente tentar. Só que deixei pra planejar na última hora e estava tudo lotado e caríssimo – tão caro que acabamos indo para a Noruega, que, convenhamos, não é nada barata.
Desde então, a vontade só cresceu. Vulcões, geleiras, gêiseres, auroras e paisagens que não se parecem com nada que temos no Brasil. Uma ilha inteira em cima da fenda entre duas placas tectônicas. Para quem ama natureza, geografia e não liga pro frio, a Islândia é um verdadeiro parque de diversões.
Quando finalmente pisei na ilha, em abril de 2025, o primeiro contato com um vulcão islandês foi numa sala de cinema. Em plena Reykjavik, no subsolo do Harpa, assistimos a um filme de 15 minutos sobre as recentes erupções vulcânicas no país. No dia seguinte, ao sair da cidade para começar nossa road trip, avistamos a cúpula do Perlan e paramos para conhecer o museu, com suas exposições sobre vulcões, rochas e geleiras e até uma caverna de gelo artificial.
Nos dias seguintes, o que havíamos visto na tela e nas exposições apareceu, ao vivo e a cores, diante de nós: nas colunas de basalto à beira-mar, no chão recortado por fendas em Þingvellir, nos campos de lava cobertos de musgo, na praia onde o gelo encontra o oceano e dentro de uma caverna azul que muda junto com a geleira.
Na Islândia, a geologia não é pano de fundo, ela acontece diante de você. Vulcões, fendas, lava, gelo e água continuam transformando a paisagem, e junto com ela o jeito de viajar pelo país. Demorei para perceber o óbvio. Eu tinha passado vinte anos imaginando os lugares que queria conhecer, sem nunca pensar no quanto eles estavam mudando enquanto a viagem não saía dos planos.
Neste artigo, reuni os lugares e as experiências que melhor revelaram essa Islândia em movimento. Nosso roteiro de oito dias passou pelo sul, sudeste e a península de Snæfellsnes, no oeste, combinando as atrações mais conhecidas com algumas paradas bem menos óbvias. O passo a passo completo da viagem, com sugestões para roteiros de cinco a nove dias, está nesse outro post do blog.
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Neste post, você vai encontrar:
ToggleNosso roteiro pela Islândia
Ficamos oito dias na Islândia e fizemos um grande rolê pelo sul e sudeste da ilha, com tempo também para conhecer a Península de Snæfellsnes, no oeste. Aqui no blog tem outro post com nosso roteiro detalhado e sugestões caso você tenha alguns dias a menos ou a mais para conhecer o país.
Em termos muito resumidos, nosso roteiro foi:
1️⃣ Chegada no aeroporto de Keflavik, alugar carro, conhecer Reykjavík; pernoite no Hotel Ódinsvé
2️⃣ Cachoeiras da costa sul; pernoite no Vík Apartments, anexo ao Hotel Vík í Mýrdal
3️⃣ Atrações na região de Vík í Mýrdal; pernoite no Fosshotel Glacier Lagoon
4️⃣ Glaciar Vatnajökull, Diamond beach e Jökulsárlón; pernoite no Fosshotel Glacier Lagoon
5️⃣ Voltar até Selfoss; pernoite no Hotel Selfoss
6️⃣ Golden Circle; pernoite no Hotel Hamar
7️⃣ Península Snæfellsnes; pernoite no Hotel Snaefellsnes
8️⃣ Blue Lagoon e Reykjavík; pernoite no Hotel Local 101
No dia seguinte, acordamos cedo para devolver o carro na locadora e pegar o voo às 10hs da manhã.
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O que fazer na Islândia
O que fazer em Reykjavík
Reykjavík é uma das menores capitais da Europa: uma graça, pequena e simpática.
Ficamos pouco tempo na cidade – o fim da tarde do dia em que chegamos, cansados do voo e zoados pelo jet-lag, e a tarde do último dia de viagem, exaustos de tanto passear e já naquele clima de fim-de-festa-temos-infelizmente-que-voltar. Mas mesmo com pouco tempo e sem tanta energia, conseguimos conhecer os pontos mais interessantes da cidade.
Reykjavík é uma cidade a ser explorada a pé. Estacione seu carro, preferencialmente em alguma rua com estacionamento grátis; procure pelas placas P3, é grátis de fim de semana, baixe o app Parka e faça tudo pelo app.
Uma opção interessante é fazer um tour guiado a pé pelo centro de Reykjavík, melhor ainda se for um free walking tour! Eu curto muito esse tipo de passeio, acho uma excelente introdução para o lugar, aprendemos e aproveitamos muito mais do que simplesmente andando por conta própria. Dessa vez não fizemos pois só havia disponibilidade de manhã, e chegamos na cidade a tarde 🙁
No mapa da nossa viagem todos os pontos a seguir estão marcados, acesse e salve no seu Google Maps.
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Principais atrações que visitamos em Reykjavík
Bæjarins Beztu Pylsur – o mundialmente famoso hot-dog islandês, e provavelmente a refeição mais barata que você fará na ilha. Não perca, é realmente diferente e delicioso.
Skólavörðustígur – a rua do arco-íris que liga o centrinho à igreja Hallgrímskirkja.
Hallgrímskirkja – Igreja consagrada em 1986, com uma torre de 73 metros de altura, inspirada nas colunas de basalto tão características do país. O projeto é de Guðjón Samúelsson, arquiteto que buscava referências nas paisagens islandesas.
Harpa Concert Hall – centro cultural num icônico edifício em ferro e vidro, vale a pena entrar e conhecer. No subsolo, assistimos o filme “The Volcano Express”, sobre a geologia da Islândia e as recentes erupções vulcânicas, foi uma ótima introdução para a viagem. A apresentação dura 15 minutos, tem diversos horários o dia inteiro, valor aprox. USD 20.
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Sun Voyager – escultura em aço em formato de barco viking, à beira mar.
Laugavegur – rua comercial cheia de lojinhas, bares e restaurantes. Jantamos um hamburger no Kröns e pegamos uns docinhos no Sandholt.
Região do antigo porto, revitalizada, outra área repleta de lojas e restaurantes, próxima ao cruzamento das ruas Lækjargata e Geirsgata e ao Bæjarins Beztu Pylsur. Andamos bastante por ali no nosso último dia de viagem, um sábado de sol e temperatura agradável, os bares e restaurantes estavam lotados, muita gente na rua, super animado. Jantamos no Posthús Food Hall & Bar, uma espécie de praça de alimentação in-doors.
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Alþingishúsið – o Parlamento Islandês, com uma agradável praça a sua frente e diversos restaurantes ao redor.
Perlan – um misto de museu de ciências e de história natural. Paramos por acaso ao vê-lo da estrada, quando saímos de Reykjavík para começar a viagem, e foi uma grata surpresa. Conta com exposições sobre a geologia, fauna, flora e história da Islândia, além de uma caverna de gelo artificial por onde se pode caminhar. Compramos o ingresso na hora, mas é possível comprar com antecedência pelo site oficial.
Sky Lagoon – piscina termal bem próxima ao centro de Reykjavík. Não fomos pois optamos pela Blue Lagoon. Recomendável comprar os ingressos com antecedência pelo site oficial ou pelo Civitatis (com parcelamento em reais).
Blue Lagoon – fica a 50 km de Reykjavík e 23 km do Aeroporto de Keflavik. É um conjunto interligado de piscinas termais com água azul turquesa. A estrutura é excelente, tem vestiários, banheiros, lanchonete e lojinha de produtos de beleza com minerais locais extremamente overpriced. Compramos os ingressos pelo site oficial, recomendo comprar com a maior antecedência possível pois lota. Caso prefira, dá para fazer com um tour saindo de Reykjavík.
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Onde ficar em Reykjavík
Ficamos duas noites em Reykjavík. Na primeira noite da viagem, ficamos no Hotel Ódinsvé, com excelente localização, próximo a rua do arco-íris e à Igreja Hallgrímskirkja. Pegamos o quarto família, que na verdade era um apartamento de dois quartos, perfeito! O café da manhã incluso na diária estava excelente, foi realmente um plus, dado o preço absurdo da alimentação na Islândia.
Na última noite do nosso roteiro pela Islândia, voltamos a capital e ficamos no Hotel Local 101. É um hotel compacto, com quartos bem pequenos e um banheiro minúsculo – o menor banheiro que já vi em um hotel (e olha que ficamos em lugares bem compactos em Tóquio). Não tinha espaço para abrir a mala, mas para uma noite só foi ok, sem falar que foi bem mais econômico que o Hotel Ódinsvé. A localização é ótima, próxima a região do antigo porto, a poucos metros do agito.
Outras opções que eu havia cogitado para ficar em Reykjavíkforam o Hotel Von e o Center Hotels Laugavegur, ambos com excelente localização na rua Laugavegur. Também vale a pena ver o Grandi by Center Hotels, ainda na região central, mas um pouco mais afastado do burburinho, com excelente custo-benefício. Uma opção com ótima localização e preço mais camarada é o Old Town Reykjavík.
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O que fazer no Golden Circle
Principal destino turístico do país, o Golden Circle é um circuito de aproximadamente 200km com um pouco de tudo que a Islândia tem de bom: cachoeiras, vulcões, gêiseres e paisagens incríveis por todos os lados. Se você tiver tempo de fazer só um passeio na Islândia, que seja esse (obviamente, é um baita desperdício ir para Islândia e ficar um dia só, mas você entendeu a ideia).
Nós fizemos o Golden Circle começando em Selfoss e terminando próximo a Reykjavík – nesse link tem nosso roteiro completo. Porém é possível (e usualmente mais comum) fazer o sentido oposto. Muitos viajantes chegam na Islândia, alugam o carro no aeroporto e já vão direto ao Golden Circle, sem nem passar pela capital (o que recomendo para quem tem pouco tempo na ilha).
As principais paradas são (pela ordem a partir de Selfoss):
Kerid Crater: cratera vulcânica com lago, vale a pena dar a volta completa no topo da cratera e descer até o lago.
Skálholtsdómkirkja: igreja histórica
Secret Lagoon ou Gamla Laugin: a piscina termal mais antiga da Islândia e uma alternativa mais econômica a Blue Lagoon – não visitamos. Ali perto há também a Hrunalaug, uma piscina termal mais simples e menor.
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Almoço no restaurante Friðheimar: uma fazenda que produz tomates em estufas aquecidas com energia geotérmica. Ou seja, o almoço que você vai comer cresceu com o calor de um vulcão. É assim que a Islândia produz boa parte dos legumes que consome, num lugar onde plantar ao ar livre é quase impossível. Recomendo reservar com antecedência pelo site oficial.
Strokkur: o gêiser que jorra a cada 5 a 8 minutos, e o motivo de todo mundo parar ali. Assistimos umas cinco erupções, e queria ter visto mais. A poucos metros dele está Geysir, nada mais nada menos que o geiser original, o que deu nome à palavra em praticamente todos os idiomas, mas hoje está quase sempre inativo. Grátis, estacionamento pago (use o app Parka).
Gullfoss: ou “cascata de ouro”, é uma das maiores cachoeiras da Islândia, composta por duas quedas, uma com onze metros de altura e a seguinte com vinte, totalizando 31 metros de queda d’água.
Brúarfoss: uma pequena cachoeira com água azul clara, conhecida como a cachoeira mais azul da Islândia.
Laugarvatn Fontana: complexo de piscinas termais às margens do lago Laugarvatn. Antes de incluir a parada no roteiro, confira o funcionamento dos banhos no site oficial: as instalações entraram em reforma e as previsões de reabertura foram alteradas.
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Parque Nacional de Þingvellir
Este parque nacional é único no mundo. É onde as placas tectônicas placas Norte-Americana e Eurasiana estão se separando, cerca de dois centímetros por ano. A fenda de Almannagjá, por onde se caminha logo na entrada, é o vão aberto entre os dois continentes. Ou seja: você não está vendo duas placas se encontrarem, está andando dentro da rachadura que elas abriram, e que continua abrindo enquanto você tira foto.
Há diversas trilhas pelas principais áreas do parque, recomendo fazer todas que seu tempo permitir. São em geral muito fáceis, grande parte delas em passarelas de madeira. Não perca a Öxarárfoss, uma cachoeira muito simpática, formada exatamente na fenda entre as placas continentais (para visitá-la, paramos o carro no estacionamento P2).
É possível fazer snorkel nas águas cristalinas da fenda de Silfra, dentro do parque (aqui uma opção de reserva). Apesar de várias pessoas falarem muito bem desse passeio, achei que não encaixaria no nosso dia. Preferimos usar o tempo para conhecer outras áreas de Þingvellir e não sentimos falta do mergulho.
Vimos também a Þingvallakirkja, a igreja de Þingvellir, que fica ao lado da residência de verão do primeiro-ministro do país. A construção atual é de 1859, mas a história de igrejas nesse local remonta à adoção do cristianismo na Islândia, por volta do ano 1000.
O Parque Nacional de Þingvellir tem também importância histórica, pois ali foi fundado, em 930 d.C., o Alpingi, o primeiro parlamento da Islândia e o mais antigo do mundo ainda em funcionamento. Acho isso a cara do país: um dos eventos históricos mais relevantes aconteceu dentro de uma falha geológica.
Há diversos estacionamentos no parque, para visitar as áreas principais, próximas ao Centro de Visitantes, paramos no P5 (próximo a Silfra).
Caso você não queira alugar carro, é possível fazer o passeio pelo Golden Circle com tours partindo de Reykjavík, como este aqui.
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Onde ficar no Golden Circle
Iniciamos o Golden Circle em Selfoss, onde nos hospedamos no Hotel Selfoss, que imagino seja o maior da cidade. Pegamos um quarto quádruplo, com uma cama queen e um sofá cama de casal, mas que se mostrou bastante confortável.
O Hotel Selfoss fica em frente a área histórica revitalizada da cidade, em que há uma pequena praça cercada de construções em estilo tradicional islandês transformadas em restaurantes, bares e lojinhas. Achei um charme, uma delícia passear por ali, só demos azar pois estava muito frio e garoando, então não conseguimos aproveitar muito. Num fim de tarde com sol deve ser muito agradável. A Old Dairy Food Hall é uma praça de alimentação com diversos quiosques de comida e onde há a maior chance de conseguir uma refeição a um custo aceitável.
Há outras opções na cidade de Selfoss, como o Hotel South Coast. Há também algumas opções de hospedagem ao longo do Golden Circle, eu tinha gostado do Hotel Skálholt e do Blue Hotel Fagrilundur, ambos próximos ao Geyser, mas achei que ficar na cidadezinha de Selfoss ficaria melhor para o nosso roteiro e seria mais gostoso. O Hotel Gullfoss, perto da cachoeira de mesmo nome, parece sensacional para quem busca a aurora boreal.
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O que fazer na costa sul da Islândia
Ficamos dois dias explorando a costa sul e a região de Vík. É aqui que estão várias daquelas cachoeiras que você tanto vê nas redes sociais e, mesmo depois de ver dezenas de fotos, chegar diante delas é outra história.
Então bora lá: estas foram nossas paradas entre Reykjavík e Vík í Mýrdal, na ordem em que aparecem na estrada. Incluí também alguns lugares que deixamos de fora, para você escolher o que combina mais com sua viagem.
Jpa aviso: esse é o trecho da viagem que vai ser só uauuu atrás de uauuuu.
Caves of Hella: cavernas feitas pelos primeiros habitantes da Islândia (não visitamos), mais informações no site oficial.
Lava Centre: um centro informativo, hands-on, sobre os fenômenos geológicos da Islândia. Como já havíamos ido no Perlan, deixamos esse de lado, mas parece muito interessante. Confira o site oficial.
Seljalandsfoss: a cachoeira que mais gostei na Islândia! Dá para caminhar e passar por trás da queda d’água: ficamos encharcados e quase congelamos, mas foi um dos pontos mais divertidos da viagem. A entrada é gratuita mas o estacionamento é pago, ISK 1.000 – aprox. USD 8 (pelo app Parka ou nuns quiosques no local).
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Gljúfrabúi: deixe o carro estacionado na Seljalandsfoss, e caminhe alguns metros por uma trilha que começa no lado esquerdo daquela cachoeira. Entre num pequeno cânion e prepare-se para o uauuuu – uma cachoeira lindíssima, escondida entre os paredões de pedra. Já estávamos molhados e nos molhamos ainda mais, mas vale muito a pena.
Skogafoss: acho que essa é a cachoeira islandesa que mais vi fotos nas redes sociais. Não é de se estranhar, já que o local é espetacular e o acesso ridiculamente fácil a partir da rodovia. Como nas demais cachoeiras, só se paga o estacionamento (use o app Parka). Há uma escada lateral que sobe ao topo da cachoeira, onde tem início uma trilha com dezenas de outras quedas d’água. Chegamos a subir os degraus mas percebemos que não daria tempo de fazer a trilha e voltar ao hotel em Vik antes de escurecer. Há um museu ao lado da cachoeira mas não entramos.
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Kvernufoss: a poucos metros da Skogafoss, mas com uma fração da quantidade de visitantes, outra cachoeira daquelas que faz você ter certeza de que valeu a pena viajar até a Islândia.
Sólheimajökull Glacier: o primeiro glaciar que visitamos na Islândia! É uma pequena e fácil caminhada do estacionamento até o mirante do glaciar.
Solheimasandur Plane Wreck: o famoso avião militar americano que fez um pouso forçado nessa planície de areia negra próxima à costa em 1973 e lá ficou. Para chegar, é preciso fazer uma caminhada longa ou usar o transporte pago disponível no local (ISK3200 por pessoa – aprox. USD 25). A ideia de gastar esse tempo (e essa grana) para ver a carcaça de um avião não nos animou, então preferimos seguir viagem. Não fomos e não me arrependo.
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Onde se hospedar na Costa Sul da Islândia
Para visitar essa região, recomendo se hospedar em Selfoss ou em Vík í Mýrdal. No entanto, há alguns hotéis ao longo da costa sul da Islândia, como o Hótel Skógafoss by EJ Hotels e o Hotel Selja. Paramos para almoçar no Midgard Base Camp, que é outra opção de hotel na região.
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O que fazer em Vík í Mýrdal
Chegamos em Vík í Mýrdal no fim do dia, nos instalamos no Vík Apartments (anexo ao Hotel Vík í Mýrdal) e aproveitamos que tínhamos uma cozinha completa para economizar nas refeições, jantando em casa. No dia seguinte, passamos a manhã na região de Vík e, à tarde, seguimos pela Ring Road em direção a Jökulsárlón.
Aqui estão as principais atrações da região de Vík e algumas paradas no caminho para Jökulsárlón:
Reynisfjara Beach: a praia de areia negra mais famosa da Islândia, e que faz realmente jus a toda fama. O mar é forte, tome cuidado. No lado esquerdo da praia estão as ainda mais famosas colunas de basalto, chamadas Garðar. Seguindo pela praia, você encontrará a Hálsanefshellir Cave, uma caverna lindíssima, e no oceano, as Reynisdrangar Cliffs, as formações rochosas marca registrada da praia, que formam um visual espetacular.
ATUALIZAÇÃO AGO/2026: a praia que eu descrevo acima passou por mudanças importantes. Em fevereiro de 2026, um deslizamento na encosta do Reynisfjall e a erosão provocada por ondas fortes e ventos persistentes de leste transformaram parte da paisagem. O mar levou boa parte da faixa de areia junto às colunas de basalto, deixando rochas expostas e menos espaço entre a encosta e a água.
A praia segue aberta e parte da areia já voltou, mas o acesso à caverna e às colunas pode ficar restrito conforme as condições do mar. Após um acidente fatal em agosto de 2025, essas áreas passaram a ser fechadas sempre que há alerta vermelho. Confira a situação antes de ir, no SafeTravel.is, e respeite a sinalização e as barreiras no local.
Deixei o trecho original acima como estava, porque esta nota é a melhor prova do que eu digo no fim deste post: entre a minha viagem e hoje, uma das praias mais fotografadas do mundo mudou, e quem for agora verá um cenário distinto do que eu vi.
Kirkjufjara Beach: praia de areia preta vizinha à Reynisfjara, mas hoje fechada ao público, por erosão das encostas e risco de deslizamento. Não conte com ela no roteiro. Dá para ver a região do alto, a partir do mirante de Dyrhólaey.
Icelandic Lava Show: uma apresentação que combina explicações sobre vulcanismo com uma demonstração de lava verdadeira. Apesar de bem cotado, não nos animou o suficiente para entrar no roteiro. Preferimos usar o tempo nas atrações ao ar livre. Caso queira conhecer, aqui está o link; há um semelhante em Reykjavík.
Igreja de Vík í Mýrdal: no alto de uma colina, com a melhor vista da cidade e Reynisfjara. Recomendo muito. Dá para ir a pé ou de carro, o estacionamento é grátis. Suba caminhando até o pequeno cemitério, onde as vistas, incluindo a igreja, ficam ainda melhores.
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Eldhraun Lava Field: saindo de Vík em direção a Jökulsárlón, a estrada atravessa este campo de lava formado pela erupção do Laki, entre 1783 e 1784. Não foi uma erupção no formato que a gente costuma imaginar, com lava saindo do topo de uma montanha, mas uma fissura de cerca de 25 quilômetros se abriu no solo, com mais de cem crateras, numa sequência de erupções que durou oito meses. A devastação e a fome que se seguiram atingiram duramente a população islandesa, e a névoa de enxofre chegou à Europa continental. Hoje, boa parte da lava está coberta por musgo de crescimento muito lento. Há áreas próprias de parada junto à estrada para observar a paisagem, e não saia dos caminhos demarcados: o musgo é muito sensível ao pisoteio e os danos podem levar muitos anos para desaparecer. A foto não vale a pegada.
Fjaðrárgljúfur: cânion lindíssimo, com a cachoeira Mögárfoss ao final. Trilha curta, bem demarcada, com trecho inicial em subida, mas bem tranquila.
Foss á Síðu: outra cachoeira belíssima, bem próxima da estrada.
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Onde ficar em Vík í Mýrdal
Ficamos uma noite no Vík Apartments, anexo ao Hotel Vík í Mýrdal. Achei excelente: um apartamento de dois quartos, bem espaçoso, em frente a um mercado Kronan. Foi o melhor em termos custo-benefício que encontrei na região.
Outras opções seriam o lindíssimo Hotel Kría e, numa faixa mais econômica (ou menos cara), o 1908 Hostel e o Vik Inn, situados um ao lado do outro no centrinho da cidade.
Aproveite e já verifique os valores e disponibilidade no mapa abaixo:
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O que fazer no sudeste da Islândia – Jökulsárlón e Diamond Beach
Uma das coisas que eu mais queria fazer na Islândia era conhecer uma caverna de gelo. Já tive a oportunidade de ver glaciares, o primeiro da vida foi o Perito Moreno, na Argentina, e quando fomos ao Alasca, não só vimos como fizemos trekking em dois glaciares! Mas caverna de gelo ainda estava na wishlist.
Então, nosso foco nessa região foi o passeio de dia inteiro com trekking no Glaciar Vatnajökull e caverna de gelo. Fizemos com a Glacier Adventure, comprei direto no site deles (não é publi), mas há opções em plataformas como GetYourGuide ou Civitatis.
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Caverna de gelo no Glaciar Vatnajökull
Fizemos o passeio em um grupo de 9 pessoas, e nossa guia era uma tcheca de 29 anos que estudava geologia em seu país. Ela nos explicou como a água do degelo abre túneis por dentro da geleira, e com o frio no inverno, o fluxo diminui e algumas dessas passagens podem se tornar acessíveis. Quando a temperatura sobe, a água volta a circular com mais força e as condições mudam: os túneis podem se alargar, as entradas mudar de lugar e partes do teto desabar.
As cavernas se transformam junto com a geleira, e os guias precisam avaliar as condições e reconhecer os caminhos antes de levar os visitantes. Não é simplesmente voltar ao mesmo ponto e esperar encontrar a mesma passagem.
Fomos em 29 de abril, o último dia da temporada da Glacier Adventure naquele ano — sim, eu montei o roteiro inteiro da Islândia de forma a conseguirmos visitar a caverna de gelo.
Dentro da caverna é frio e úmido (meio óbvio, eu sei). Ao contrário do que eu imaginava, o chão naquele trecho não era de gelo: era pedregulho encharcado, pedra grande misturada com pedrinha solta. A cada passo saía um rangido. Tínhamos que andar com atenção, desviando das poças e dos filetes d’água, verificando onde pisar e tomando cuidado para não bater a cabeça. Enfim, uma aventura.
A foto acima, em que estamos nós quatro em contraluz, foi feita próxima a uma das aberturas da caverna, diferente daquela pela qual entramos. Não me canso de olhar para ela e me beliscar: “Sério que sou eu nessa foto? Não acredito que tive esse privilégio!”
Uma corda, a cerca de dez metros da abertura, delimitava a área de risco e marcava até onde podíamos chegar. Dali, víamos a água pingando por todos os lados. A guia explicou que o trecho perto da abertura, além da corda, poderia desabar a qualquer momento. A geleira em transformação deixou de ser uma explicação: estava acontecendo ali, diante de nós.
Caminhamos por diversos túneis e salões dentro da caverna de gelo e, em um ponto, a guia pediu que todo mundo apagasse as lanternas. A luz de fora atravessava as camadas de gelo e chegava lá dentro como um azul esverdeado bem fraquinho, quase nada. Alguns metros adiante, apagamos de novo e era breu completo.
Lembra do simulador de caverna de gelo do Perlan? Pois é, simulador nenhum vai chegar nem a 1% da experiência vivida.

Caminhada pelo Glaciar Vatnajökull
Depois de visitar a caverna, bora colocar os grampões para caminhar pela maior calota de gelo da Europa em volume, o Glaciar Vatnajökull. No nosso passeio estava incluída apenas uma “caminhada pela geleira”, mas nossa guia, uma tcheca de 29 anos que voltaria para casa no dia seguinte, fez uma proposta daquelas que não tem como dizer não. Era o último dia da temporada, o dia estava lindo, sol e nenhuma nuvem no céu, e éramos um grupo de nove pessoas todas relativamente “em forma”. Que tal caminharmos até o ponto em que a geleira termina na lagoa Jökulsárlón?
Reconheço que foi uma caminhada puxada. Andar sobre o glaciar não é nada como dar uma voltinha no quarteirão. Com os grampões ajustados, deve-se pisar “com vontade”, fixando as garras no gelo, seguir exatamente o caminho feito pela guia – já que a camada de gelo pode ser incrivelmente fina. De longe não conseguimos ver, mas o terreno é muito irregular, há fendas e aberturas por todos os lados, um passo em falso e, na melhor das hipóteses, você torce o tornozelo. Na ida o caminho foi praticamente só subida, mas ao chegar às margens do lago, é uauu atrás de uauuu.
Era véspera do meu aniversário de 51 anos. Foi o melhor presente que já ganhei, e uma das experiências mais incríveis da minha vida. E tem uma coisa que só me caiu a ficha depois: nada daquilo pode ser repetido exatamente como foi. A caverna muda, a geleira se move, o ponto onde a gente parou na beira da lagoa se transforma. Não dá para refazer esse dia. E eu nunca mais vou ter 50 anos.
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Diamond Beach e Jökulsárlón
Depois visitamos a Diamond Beach, a famosa praia com os pedaços de gelo que você certamente já viu aos montes nas redes sociais. Esses “diamantes” começam a viagem como blocos que se desprendem do Vatnajökull. Passam pela lagoa Jökulsárlón, chegam ao oceano e podem ser devolvidos à praia pelas ondas e marés.
Quando fomos, havia poucas pedras de gelo na praia, mas mesmo assim é um visual que desafia nossa compreensão: como assim gelo na praia?
A resposta é menos poética e mais interessante do que parece. A lagoa Jökulsárlón começou a se formar por volta dos anos 1930, no espaço deixado pelo recuo da geleira, e hoje é o lago mais profundo da Islândia. No Perlan, havíamos visto uma exposição sobre o recuo do Vatnajökull e a formação da Jökulsárlón ao longo dos anos; ali, estávamos diante da paisagem sobre cuja transformação tínhamos aprendido no museu. Não dava para saber por que havia tão pouco gelo na praia naquele dia, mas isso não diminuiu em nada o espanto de encontrar aqueles blocos sobre a areia negra.
Se a praia estava quase sem gelo, a lagoa, ao contrário, estava repleta de icebergs e, o mais legal, diversos grupos de focas. O local estava lotado de turistas, foi onde vimos mais turistas em toda nossa viagem – e olhe que viajamos na baixa temporada.
Ao sul da Jökulsárlón há outra lagoa com icebergs, a Fjallsárlón, menor porém com bem menos turistas que sua irmã maior. Dada a quantidade de atividades daquele dia, deixamos para uma próxima visita.
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Outras atrações no sudoeste da Islândia
Além dessas atrações, estava nos meus planos conhecer o Múlagljúfur Canyon. Mas depois de um dia inteiro no glaciar e na lagoa, estávamos simplesmente acabados e resolvemos voltar logo ao Fosshotel Glacier Lagoon. Pelo que pesquisei parece ser um canion lindíssimo, com uma trilha de nível moderado de cerca de 2,2km cada sentido.
Entre Vík í Mýrdal e a Diamond Beach, vale parar para ver a Hofskirkja, uma igreja histórica com telhado coberto por vegetação.
Recomendo também passar no Centro de Visitantes do Skaftafellsstofa. O local conta com algumas exibições e informações sobre a geologia e geografia da área, fauna e flora e história da região do glaciar Skaftafell; há uma pequena loja de souvenirs, cafeteria e banheiros. Há algumas trilhas que se iniciam ali, mas não fizemos nenhuma.
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Onde ficar na região de Jökulsárlón e Diamond Beach
Ficamos duas noites no Fosshotel Glacier Lagoon, um hotel com design escandinavo moderno, no meio do absoluto nada, às margens da Ring Road um pouco ao sul do Jökulsárlón. O hotel é ótimo, um pouco mais sofisticado (e caro) do que o que costumamos nos hospedar, mas era uma das únicas opções na região e encaixou perfeitamente no nosso roteiro.
Há pouca oferta de hospedagem nessa região. O Hotel Jökulsárlón segue a mesma linha do Fosshotel, ou seja, design impecável e preços condizentes; o Hali Country Hotel parece um pouco mais econômico.
As outras opções seriam em Vík í Mýrdal ou mais ao norte em Höfn, onde algumas opções que parecem interessantes são o Hotel Höfn, o Höfn Berjaya Iceland Hotels e como opção mais econômica, o Apotek Guesthouse. A rede Fosshotel também tem um em Höfn, o Fosshotel Vatnajökull.
Dê uma olhada em todas as opções que há na região e os valores aqui:
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O que fazer na Península de Snæfellsnes
A pedida na Península Snæfellsnes é fazer a volta completa, seguindo pela estrada 54 e próximo a Búðir, pegar uma estrada secundária (mas asfaltada, não se preocupe), que segue próxima à costa no Parque Nacional Snæfellsjökull, dominado pelo Vulcão Snæfellsjökull – que, para cultura geral, foi onde Otto Lidenbrock, personagem de Julio Verne, começou sua jornada ao centro da Terra.
São diversos mirantes e paradas ao longo do caminho. Aqui a relação dos pontos de interesse, seguindo a direção a partir de Borganes, fazendo o giro pela península no sentido horário:
– Gerðuberg Cliffs: colunas de basalto
– Ytri Tunga: praia com uma colônia de focas. Quando fomos, havia dezenas, fofas demais! Foi uma das paradas de que mais gostamos na península. As fotos abaixo dão uma ideia, mas ver tantas juntas ali, no ambiente delas, foi especial.
– Cachoeira Bjarnarfoss: estacionamento grátis, são 15 min até a ponte onde há um mirante, mas dá para ir até a base da cachoeira.


– Igreja Budakirkja: uma linda igreja em madeira preta com arquitetura típica islandesa.
– Rauðfeldsgjá Gorge canion, é possível caminhar pelo cânion (leve capa de chuva pois molha muito)
– Arnarstapi: uma vila pitoresca, tem restaurantes e o início da trilha Gatklettur que leva até o monumento ao troll.
– Hellnar Church e mirante.
– Lóndrangar View Point, mirante com ninhos de pássaros nas encostas
– Centro de visitantes do Parque Nacional Snæfellsjökull em Malarrif: paramos para visitar, há algumas exposições sobre o parque e os modos de vida tradicionais da região, além de informações sobre as trilhas e mirantes da região
– Vatnshellir Cave: caverna de lava, a visita dura 45 min (não fizemos)
– Dritvik Djúpalónssandur: outra praia de areia preta com mirante lindíssimo.
– Cratera Saxholl: não tem como perder essa parada, você vê a cratera de longe. De baixo, a escada parece infinita, e as meninas logo protestaram: “Ah, não, não vou subir, são muitos degraus!”. Realmente, olhando dali, dava uma preguiça. Mas fomos subindo aos poucos, conversando, e quando percebemos já estávamos lá em cima. Além de ver a cratera de perto, a subida rende uma vista ampla da paisagem ao redor. Valeu muito a pena.
– Centro de Visitantes em Þjóðgarðsmiðstöð á Hellissandi: novamente paramos nesse, há painéis sobre a região, banheiro, um pequeno café e lojinha.
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– Vila de Hellissandur é famosa pelos grafites nas paredes, vale dar uma volta.
– Cachoeira Svodufoss e Kerlingarfoss (não fomos).
– Paramos em Olafsvik para almoçar no Sker Restaurant e tivemos uma ótima surpresa. Entramos esperando algo simples, mas encontramos um restaurante muito bem ajeitado, até sofisticado para o que eu imaginava naquele vilarejo de pesca, num lugar com cara de quase fim do mundo. E a comida estava excelente. Foi uma daquelas paradas que começam só para resolver a fome e acabam virando uma boa lembrança da viagem.
Em Olafsvik é possível fazer passeios para avistamento de baleias, mas é essencial reservar com antecedência. Como já havíamos recentemente visto baleias em Ushuaia e no Alasca, deixamos esse por fazer (nos recomendaram a Laki Tours, com passeios saindo as 10hs e 14hs).
– Snæfellsjökull Glacier View Point (dá para chegar também pelo outro lado, a partir de Saxholl, passando por algumas cachoeiras).
– Kirkjufellsfoss, uma das cachoeiras mais famosas da Islândia, compondo a paisagem com a montanha atrás. Já foi cenário de diversas produções como Game of Thrones.
– Grundarfjordur, outra cidadezinha fofa, vale parar para um café.
– Berserkjahraun, um campo de lava um pouco antes do entroncamento da estrada 54 com a 56.
– Seguindo em frente pela 54 se chega em Stykkisholmur, uma vila portuária com um icônico farol. Se quiser voltar a Reykjavík, o melhor é nesse ponto pegar a estrada 56.
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Onde ficar na Península Snæfellsnes
Algumas pessoas fazem esse rolê por Snæfellsnes a partir de Reykjavík, em tours como este, mas me pareceu muito puxado. Optamos por nos hospedar, na noite anterior, em Borganes no Hotel Hamar, e ao final do giro pela península, no Hotel Snaefellsnes, que fica no encontro das estradas 54 e 56.
Outra alternativa para hospedagem é a cidade de Stykkishólmur, a maior cidade da península. Mas, considerando nosso roteiro, depois dessa noite sairíamos do hotel direto para Blue Lagoon, então acabei optando pelo Hotel Snaefellsnes que já ficava no caminho de volta – eu prefiro muito mais me hospedar numa cidadezinha do que no meio do nada, mas nesse caso a logística falou mais alto.
De qualquer forma, Stykkishólmur parece super charmosa para passar uma noite. Além disso, se você pretende esticar a viagem até o Westfjords, dali partem algumas balsas. Vale conferir o The Stykkishólmur Inn e o Hotel Fransiskus Stykkishólmi.
Ólafsvík, onde paramos para almoçar no Sker Restaurant, também tem opções de hospedagem, como o Hotel Vest Mar.
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Nosso roteiro de oito dias pela Islândia
O mapa abaixo mostra nosso roteiro completo na Islândia – foram 1.500km dirigidos ao longo de oito dias, e neste post tem o detalhamento do roteiro e sugestões caso você tenha uns dias a menos, ou a mais, na Islândia.
Como usar esse mapa: Clique na aba localizada no canto superior esquerdo do mapa para acessar várias camadas, incluindo pontos de interesse e rotas. Você pode escolher quais camadas visualizar selecionando-as no check-box correspondente. Para obter detalhes adicionais sobre pontos de interesse específicos, clique nos ícones correspondentes no mapa.
É fácil salvar este mapa em sua conta do Google Maps, basta clicar no ícone de estrela próximo ao título do mapa. Para acessá-lo no seu celular ou computador, abra o Google Maps, toque no botão de menu, vá para “Meus Lugares”, selecione “Mapas” e você encontrará este mapa listado entre os seus mapas salvos.
Nesse post explico como usar o Google MyMaps para planejar uma viagem, é um recurso muito bom, vale a pena conhecer!
A Islândia que eu vi já não existe
Em vinte e poucos anos eu tentei duas vezes ir para a Islândia e, por uma razão ou outra, não fui. Fico pensando no que eu teria visto lá pelos anos 2000, e depois em 2022, e a resposta é: outro país. A lagoa do Jökulsárlón estaria menor. As cavernas e os caminhos pelo gelo seriam outros. Talvez algum vulcão estivesse em erupção.
Não é que valeu a pena esperar. É que não existe hora certa de ir, porque não há uma Islândia definitiva para ver. Existe a que estiver acontecendo no dia em que você chegar. Ela não vai ser igual à foto que você viu nas redes sociais, nem às que eu coloquei neste post, tampouco à que serve de cenário em “A Vida Secreta de Walter Mitty”. Será a sua Islândia, somente sua.
Vá logo. E depois volte para conhecer a próxima.
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Aqui estão os sites que sempre uso para planejar minhas viagens:
– 🛌 Hospedagem: Booking
– ☀️ Passeios: Civitatis & Get Your Guide
– 📱Chip de celular: e-SIM da Airalo – cupom DANAE2375
– 🚗Aluguel de veículos: RentCars – cupom DANAE
– ⚠️ Seguro-viagem: Real Seguros
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Todas as viagens que aparecem aqui no blog são planejadas e pagas integralmente por mim, sem cortesia e sem convite. Este post tem links de afiliados: se você reservar por eles, eu ganho uma pequena comissão sem nenhum custo a mais para você, e sem que isso mude uma linha do que eu recomendo.
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- Kotor, Montenegro: o que fazer, onde ficar, quando ir e muito mais
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