Queenstown, Nova Zelândia: o que fazer, onde ficar e quantos dias reservar

Eu ouvia falar de Queenstown desde sempre: a capital mundial da adrenalina, a meca dos esportes radicais, o lugar onde surgiu o primeiro bungee jump comercial do planeta. Mas bastava olhar uma foto para perceber que, mesmo sem essa fama toda, a cidadezinha cercada de montanhas e à beira de um lago já mereceria um lugar no nosso roteiro.

No planejamento inicial para nossa viagem de vinte dias pela Nova Zelândia, Queenstown seria, propositalmente, uma das últimas paradas. Porém, depois de algumas mudanças voluntárias e involuntárias de planos, os cinco dias que tínhamos planejado para a cidade se tornaram sete e encerramos a viagem por lá. Sabe aquela máxima de “deixar o melhor para o fim”? Foi o que aconteceu: Queenstown foi o ápice do nosso rolê por um país que nos brindou com algumas das paisagens mais lindas que já vimos.

E não foi só pelo visual. Adoramos passear pelo centrinho, comer bem, conhecer Arrowtown e Glenorchy e fazer algumas atividades “radicais” que renderam boas histórias. Eu, que achava que tinha passado da fase dessas doideiras, me joguei num balanço-gigante-quase-bungee-jump sobre um cânion – saí com as pernas bambas e a certeza que idade é apenas um número no papel.

Então se prepare: Queenstown é tudo isso sim. Uma cidadezinha fofíssima, com ótima estrutura turística, bons restaurantes e programas para quem quer muita adrenalina, ou nenhuma. Recomendo experimentar ao menos uma atividade que te tire um pouquinho da zona de conforto, você vai gostar! Mas, se essa não for a sua praia, de boa, prometo que ainda vai sobrar muito o que fazer.

Neste guia, conto o que fazer em Queenstown a partir do que vivemos por lá, o que ficou para a próxima viagem e dicas práticas para você planejar a sua. Vem com a gente!

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Onde fica Queenstown e por que ela é a capital mundial da aventura

Queenstown fica no sul da Ilha Sul da Nova Zelândia, encaixada entre o Lago Wakatipu e a cordilheira Remarkables que, sim, se chama literalmente “as notáveis” e não é exagero de marketing, a cordilheira é linda que só!

A cidade é pequena, mas recebe milhares de visitantes por ano, e isso explica a estranheza da primeira impressão: uma vila de montanha com infraestrutura, restaurantes e preços de cidade grande. Tem aeroporto internacional próprio (ZQN), voos diretos da Austrália e uma densidade de agências de passeio por metro quadrado que raramente se vê por aí.

Queenstown se vende como a capital mundial da aventura e o título tem lastro histórico: foi na ponte de Kawarau, a 30 minutos do centro da cidade, que A. J. Hackett e Henry van Asch abriram, em 1988, a primeira operação comercial de bungee jump do mundo. Desde então a cidade construiu uma economia inteira em cima da ideia de que adrenalina pouca é bobagem – e, claro, a gente não ficou de fora (continue lendo que eu conto 😅).

Mas não se deixe enganar. Queenstown não é só para os doidos que querem se jogar de uma ponte. A cidade tem sim atividades radicais, mas também tem muita coisa legal para quem gosta de manter os pés firmes no chão e, como se não bastasse, é o ponto de partida de alguns dos bate-voltas mais bonitos da Nova Zelândia.

Ficamos sete dias em Queenstown, em pleno inverno, em meados de julho. Alugamos carro só nos dias de bate-volta, o que ajudou a reduzir um pouco os custos da viagem.

Aliás, se você é do time que prefere cachecol a canga de praia, Queenstown não foi o único destino frio que nos conquistou. Fomos a Ushuaia, na Argentina, no outono, e a cidade do fim do mundo virou uma das minhas preferidas para combinar trilhas, paisagens e um neve nas montanhas. Em Sapporo, no Japão, esquiei pela primeira vez na neve de Hokkaido, famosa entre esquiadores do mundo todo. E num roteiro pelos Balcãs, descobrimos vilas de montanha encantadoras como Zlatibor, na Sérvia, e Zabljac, em Montenegro, destinos de inverno ainda pouco conhecidos pelos brasileiros.

Onde ficar em Queenstown

Sinto lhe informar, mas Queenstown é uma cidade cara, especialmente quando falamos de hospedagem. A escolha do bairro muda bastante a experiência e o preço.

Resumindo: se você estiver sem carro, fique no centro. Se está em grupo, uma casa em Queenstown Hill oferece mais espaço e ótimo custo-benefício. De carro e querendo economizar, Frankton é a opção mais prática. E, se busca charme e sossego, vale passar uma ou duas noites em Arrowtown.

As sete noites que ficamos em Queenstown foram divididas em duas acomodações: uma casa espaçosa e confortável fora do centro, e um hotel tradicional no centrinho da cidade, ambas ótimas e cada uma com suas vantagens e desvantagens.

Onde ficar no centro de Queenstown

O centrinho de Queenstown é tudo de bom: lojinhas, restaurantes, cafés, agências para reservar os passeios e aquele agito gostoso que tem clima de férias. Claro que tudo isso tem seu preço, e aqui ele é bem salgado. Outro ponto é que se você estiver de carro, procure uma hospedagem que tenha estacionamento incluído.

Como estávamos sem carro, escolhemos um hotel no centro da cidade, o Crowne Plaza Queenstown e foi maravilhoso. O hotel segue o padrão de conforto da rede, com duas camas de casal no quarto, e toda a estrutura usual. A diária não incluía café da manhã, mas teve o lado bom de podermos conhecer os cafés da cidade, e ótimas opções não faltam. Recomendo o Coffee Jo Good, o Beach St Cafe by Mountain Club e o Vudu Cafe.

Outra opção, na mesma faixa de preço e conforto e também com localização excelente, é o Novotel Queenstown Lakeside. Se o orçamento estiver mais curto, confira o Lakeview Colonial Motel e o Heartland Hotel Queenstown, ou então um hostel, como o Adventure Q2 Hostel ou o Tahuna Pod Hostel.
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Onde ficar em Queenstown Hill

Nos primeiros dias que passamos em Queenstown, estávamos em um grupo de sete pessoas, então optamos por alugar uma casa, a Remarkable Lake View, na região de Queenstown Hill, e a experiência foi top. A casa tem quatro quartos, sala super confortável, cozinha completa, sem falar na vista maravilhosa da Remarkables, foi perfeita para nosso grupo. A única desvantagem é que era longe para ir a pé até o centrinho (cerca de 3 km), então acabamos usando Uber nos dias em que estávamos sem o carro alugado.

Essa região tem inúmeras casas para aluguel, basta dar um zoom no mapa abaixo e não faltarão opções. A dica é ler os reviews com cuidado e, na dúvida, entrar em contato com o host. Algumas opções que me chamaram a atenção foram o Luxury Lakeside Retreat e o The Lookout. Para quem prefere hotel, o Sherwood Queenstown parece ser uma boa alternativa nessa região.

Outras opções: Frankton e Arrowtown

Frankton é o bairro próximo ao aeroporto e ao maior shopping da região. É a opção mais prática para quem está de carro e costuma ter os melhores preços, mas é uma área funcional, sem o charme do centrinho nem as vistas de Queenstown Hill. Há hotéis de cadeias internacionais próximos ao aeroporto, como Ramada e La Quinta.

Arrowtown é uma cidadezinha da época da corrida do ouro, a cerca de 20 minutos de Queenstown, e uma escolha interessante para quem quer uns dias de paz num lugar charmoso. Faz mais sentido se você estiver de carro. Uma ideia é dividir a estadia: uma ou duas noites em Arrowtown e o restante em Queenstown. Confira o Arrowtown Lodge e o Settlers Cottage Motel.
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O que fazer em Queenstown: atividades radicais, passeios tranquilos e bate-voltas

Ficamos sete dias em Queenstown e haja atividade! Abaixo segue tudo que fizemos, e algumas atividades que não fizemos mas que são famosas na cidade, quem sabe você se interessa.

Atividades radicais em Queenstown

Bungee Jump em Queenstown: Kawarau, Ledge e Nevis

Não dá para escrever sobre Queenstown sem falar de bungee jump.

A A. J. Hackett tem três locais de salto na região: a Kawarau Bridge, onde começou a primeira operação comercial do mundo, com 43 metros de altura e a possibilidade de tocar a água; o Ledge, com 47 metros, no alto de Bob’s Peak, que estava fechado quando viajamos; e o Nevis, com 134 metros, suspenso sobre um cânion, o salto mais alto da Nova Zelândia.

Além do clássico bungee-jump, há algumas variações. O Nevis Swing é uma espécie de balanço gigante, com uma queda de 70 metros e um arco de 300 metros. Foi esse que fizemos e confesso que fiquei morrendo de medo, nível quase me cagando toda, pensando mas que diabos eu fui concordar em me meter nessa. No final, foi aquela sensação incrível de “ufa, sobrevivi” misturada com “cara, eu posso tudo” e o clássico “nunca mais”.

Eu já havia feito bungee jump uma vez, na Indonésia, naquela viagem paradigmática da qual conto um pouco aqui. Tinha 21 anos (uma criança!!!) e na hora de me jogar da plataforma foi puro pavor, tive que ser empurrada pelo staff (acho que hoje isso não é mais permitido). Me prometi nunca mais fazer, e posso dizer que cumpri a promessa 😅

Para mim, a grande diferença entre o bungee e o swing é que no bungee você precisa pular com a força das suas pernas; no swing, o equipamento se solta sozinho, depois que você sentou na cadeirinha, não precisa fazer mais nada, é só ficar gritando apavorada que a queda livre chegará, depois de uns 5 segundos que parecem durar mais que voo do Brasil até lá.

E nem me venha com essa de que você “não tem mais idade para essas coisas”. Quando entrei no tal swing, eu estava com 52 aninhos de idade, então ainda teve aquele sabor de nunca é tarde para fazer doideiras nessa vida kkk. No Instagram tem um reels da minha experiência, confira que é ótimo!

Além do bungee e swing, no complexo do Nevis há também a Catapulta, que é exatamente isso: uma catapulta que te lança a milhão no cânion, preso pela corda elástica do bungee-jump. No Kawarau Bridge há, além do bungee jump, o swing e uma pequena tirolesa.

Você pode comprar os ingressos online com antecedência nesse link, ou se ainda não criou coragem, fechar ao chegar em Queenstown, numa das agências espalhadas pela cidade, pelo que nos falaram o preço é o mesmo (mas recomendo sempre conferir antes de comprar). O transporte até Kawarau ou Nevis está incluso no preço. Em Kawarau dá para chegar de carro, mas no Nevis, até onde entendi, só se chega com o ônibus mesmo, o caminho é em estrada de chão e bem íngreme.

Skyline Gondola e Bob’s Peak

A gôndola sobe do centro de Queenstown até o alto de Bob’s Peak (e não tem nada de radical nisso), de onde se tem aquela vista de cartão-postal da cidade: o lago, a cidade lá embaixo e The Remarkables do outro lado.

Lá em cima há um mirante, restaurante e o Luge, um misto de trenó e carrinho de rolemã que desce por pistas na encosta da montanha. Essa seria a parte “radical” do passeio, mas você pode comprar só o ingresso da gôndola e ficar no mirante.

Também é dali que se acessam as trilhas de mountain bike do Queenstown Bike Park (fechado no inverno) e é onde funciona o Ledge Bungy (estava fechado quando fomos).

O Luge foi um dos passeios que as crianças (e adultos) mais curtiram. Descemos seis vezes, o que tomou praticamente a tarde inteira, e ainda pegamos o pôr do sol no mirante. Já havíamos brincado no Luge em Busan, na Coreia do Sul, e se você algum dia tiver a oportunidade, recomendo, especialmente se estiver em grupo, é divertidíssimo.

Aqui o link do site oficial do Luge e Gôndola. Nós compramos os ingressos na hora, na bilheteria, mas vale conferir os horários e reservar antes se você tiver pouco tempo na cidade ou for na alta temporada.

Shotover Jet

O Shotover Jet é um passeio de jet boat, uma espécie de jetski turbinado, que passa a milhão pelo cânion do rio Shotover, quase encostando nas paredes de rocha, com giros de 360° e muita água espirrada. Funciona o ano todo, inclusive no inverno. É possível comprar com antecedência online, ou no centrinho de Queenstown, em qualquer das inúmeras agências de turismo ou no quiosque oficial da empresa. O preço é o mesmo, NZD$ 199 adulto, NZD$ 109 criança, NZD$ 507 família (2 adultos + 2 crianças).

Foi a atividade que mais gostei: radical na medida certa, com aquele gostinho de emoção mas sem te deixar apavorado, sem falar que o cânion por onde ele passa é lindo.

Ao lado do local onde sai o barco tem um restaurante e cervejaria – Canyon Brewing, almoçamos ali após a atividade. A comida estava bem medíocre, mas a cerveja estava ótima. Valeu mais pela vista do que pela comida.

Tirolesa

Já fizemos tirolesa em inúmeros lugares, no Brasil e pelo mundo, as primeiras foram realmente emocionantes, mas depois confesso que perderam um pouco a graça. Se você nunca fez, recomendo muito! No começo dá um certo medo, mas logo passa, você curte a paisagem e reclama e que foi rápido demais rsss. Não era nossa prioridade em Queenstown, então passamos, mas aqui tem uma ótima opção.

Skydive, Asa Delta e Parapente

O cardápio de atividades radicais é extenso em Queenstown. O salto de parapente sobre o lago é uma das imagens mais reproduzidas da cidade. A Asa Delta sai de Coronet Peak, um dos pontos mais cênicos da região. E, para quem quer emoção forte, há também o Skydive. Não fizemos nada disso (faltou coragem, faltou $$$, faltou tempo), mas se você for, me conta lá no Instagram @danae_explore.

Hydro Attack

Um submarino-tubarão que navega e faz manobras no Lago Wakatipu. Me pareceu um passeio meio bobo, até cogitamos fazer no dia que só chovia, mas deixamos prá lá. Enfim, confira as informações do passeio e se for, me conte no Instagram @danae_explore se a gente perdeu muita coisa.

Rafting no rio Shotover ou no Kawarau

Há diversas opções de rafting nos rios ao redor de Queenstown. Como era inverno, achamos que seria um certo perrengue se aventurar nas águas geladas, e ninguém está podendo pegar um resfriado ou ficar doente durante a viagem. Se fosse verão, seria uma das atividades top na minha lista. Aqui tem uma opção de rafting no rio Shotover, e aqui no rio Kawarau.

Como você viu, não faltam atividades com uma boa dose de adrenalina em Queenstown. A gente não tinha tempo, nem dinheiro, e para falar a verdade nem interesse em fazer todas elas, e acho que esse é o ponto: ver todas as opções e escolher aquelas que mais fazem sentido para você. É para isso que compartilho nossa experiência e nossa opinião aqui, como aquela amiga que foi e conta o que achou, para te ajudar a decidir o que vai fazer a sua viagem ficar perfeita.

O que fazer em Queenstown: sem adrenalina

Lago Wakatipu e o TSS Earnslaw

O Lago Wakatipu é o terceiro maior da Nova Zelândia e segundo a lenda maori, o gigante Matau, adormecido sob a água, respira lentamente a cada poucos minutos, o que explica a variação de nível do lago (que realmente acontece).

Além de caminhar pela orla no centrinho da cidade, sentar e tomar um sorvete (recomendo o Patagônia) apreciando a paisagem, outra forma de conhecer o lago é a bordo do TSS Earnslaw, um navio a vapor de 1912 que atravessa o lago até a fazenda Walter Peak. A travessia leva cerca de 40 minutos em cada sentido, e na fazenda há demonstração de tosquia de ovelhas e almoço. É bastante turístico, mas o navio em si é uma peça de museu que funciona. O ingresso e mais informações você encontra nesse link.

Patinação no gelo

Patinar no gelo não é nada radical, mas morro de medo de cair e me estropiar 🤣 O Queenstown Ice Arena fica no Queenstown Gardens, no centro da cidade, e funciona durante boa parte do ano (verifique abertura e horários no site oficial). Levamos as crianças num dia chuvoso e foi sucesso absoluto.

Fear Factory

A versão local da Casa do Espanto, a Fear Factory foi um rolê absolutamente aleatório em que nos metemos no dia em que só choveu na cidade. Essencial? não. Divertido? muito. Rendeu uma das melhores fotos de toda viagem.

Onsen Hot Pools e Sauna

Há algumas opções de piscinas termais, privativas ou compartilhadas, na região de Queenstown. Pode ser uma ótima ideia após uma trilha, ou mesmo depois da descarga de adrenalina numa atividade radical. Há também uma sauna flutuante sobre o Lago Wakatipu. Não fizemos nada disso pois não é muito nosso estilo.

Queenstown Gardens

Queenstown Gardens é um parque que fica numa península saindo do centro, com trilha plana de cerca de 40 minutos ao seu redor, com jardins bem cuidados, um pequeno lago, sequoias enormes e vista para o lago dos dois lados. É gratuito, bonito e onde você vai encontrar crianças brincando e moradores passeando com o cachorro. Funciona muito bem como programa de fim de tarde, fomos dar uma volta por lá algumas vezes durante nossa semana em Queenstown, e no último dia que ficamos lá, um sábado, minha filha correu uma prova de 5k que estava rolando por lá, parte da ParkRun.

Kiwi Birdlife Park

O Kiwi Birdlife Park fica bem no centro de Queenstown, ao lado da entrada da gôndola. É pequeno, mas é uma das alternativas mais confiáveis de ver um kiwi vivo. Símbolo da Nova Zelândia, o kiwi é uma ave endêmica do país, e algumas de suas espécies estão ameaçadas de extinção, sendo portanto praticamente impossível encontrá-los na natureza. Nós vimos alguns na Ilha Norte, em Rotorua, no Geothermal Valley Te Puia, então não fomos nesse.

Comer um hamburger no Fergburger

Sim as filas estarão enormes, mas respire fundo e encare: não há como ir a Queenstown e não comer ao menos uma vez o Fergburger. O hamburger virou uma instituição gastronômica da cidade, hit nas redes sociais e, tenho que admitir, fazem jus a fama que tem. Pegamos o hamburger prá viagem (desencane de sentar, só se você tiver muita sorte) e fomos nos deliciando a caminho da Gôndola e Luge, e foi um dos melhores hambúrgueres que comi nos últimos tempos. Ao lado ficam a Fergbaker (padaria do mesmo grupo, aberta até de madrugada) e a Mrs Ferg (gelateria).
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O que fazer em Queenstown: Esqui

Onde esquar em Queenstown

Queenstown é uma das principais bases de esqui no hemisfério sul. Nos arredores da cidade há quatro estações de esqui, duas bem próximas e duas na cidade vizinha de Wanaka, a pouco mais de 1 hora de carro.

Coronet Peak é a mais próxima de Queenstown (cerca de 20 minutos de carro do centro), e a estação mais antiga da Ilha Sul. Tem pistas para todos os níveis, boa estrutura e vista para o Lago Wakatipu e o Lago Hayes. É a única da região com esqui noturno.

The Remarkables fica a uns 40 minutos do centro e foi onde decidimos encarar as pistas. Digo “nós” mas na verdade só as crianças esquiaram; os adultos, depois da primeira experiência nos esquis em Sapporo, no Japão, concordaram que tava suficiente de emoção para os dias em Queenstown e ficaram só na cafeteria tomando uns drinks. No final, me arrependi. O dia estava lindo e a aula de esqui iniciante em grupo foi muito boa, era um grupo pequeno e o instrutor se empenhou em ensinar a técnica e os movimentos básicos antes de colocá-las na pista.

As outras estações de esqui da região ficam mais próximas a Wanaka, mas ainda assim com fácil acesso a partir de Queenstown.

Cardrona fica a cerca de uma hora de Queentown, no caminho de Wanaka pela Crown Range. É a maior da região e a mais indicada para famílias e iniciantes. É também a única com gôndola (uma “chondola”, híbrido de gôndola e teleférico) e alega ter o maior conjunto de terrain parks do Hemisfério Sul.

Treble Cone é a mais distante (fica mais perto de Wanaka do que de Queenstown) e é considerada mais indicada para esquiadores intermediários e avançados, com o terreno mais desafiador do país, a pista mais longa da Nova Zelândia (4 km) e vista para o Lago Wanaka.
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Três dicas práticas para esquiar em Queenstown

Correntes de neve. Entre junho e agosto, as estradas de acesso às estações podem exigir correntes. Se você for de carro alugado, confirme com a locadora que o carro tem correntes e, mais importante, saiba colocá-las.

Se dirigir por estradas nevadas não é exatamente o que você ama fazer, vá de ônibus. Foi a nossa escolha. Ao comprar os ingressos para a estação The Remarkables, compramos também o ônibus de ida e volta à estação. Os ônibus saem do centrinho de Queenstown, com horário marcado na ida e livre na volta. Cardrona e Treble Cone oferecem shuttles gratuitos a partir da base da estrada de acesso, além de transporte pago desde Queenstown.

É possível (e recomendo) comprar os passes online e com antecedência, o que pode até lhe garantir um desconto. Como nós estavamos viajando no melhor estilo “sem compromisso”, não sabíamos exatamente se daria tempo (ou teríamos vontade) de esquiar em Queenstown e deixamos para decidir lá na hora. Compramos os ski lifts, alugamos as roupas e equipamentos e marcamos as aulas na loja que a estação de esqui mantém no centro de Queenstown (no mesmo local há stands da The Remarkables, Coronet Peak, do A.J. Hackett Bungy e do Shotover Jet).

O que fazer em Queenstown: bate-voltas

Arrowtown

Fundada na corrida do ouro de 1862, Arrowtown é a vila de garimpo mais bem preservada da Nova Zelândia. A rua principal tem casinhas de madeira do século XIX que hoje são cafés, lojinhas e um cinema, e é genuinamente charmosa, não cenográfica.

O ponto mais interessante – e também o mais desconfortável, é o Chinese Settlement, à beira do rio Arrow: as cabanas minúsculas de pedra onde viviam os garimpeiros chineses, segregados da comunidade e submetidos a condições muito piores. Está preservado, é aberto e gratuito, e conta uma parte da história neozelandesa que costuma ficar de fora do folheto.

O Lakes District Museum, na rua principal, é pequeno e bem-feito e vale uns minutos da visita.

Glenorchy e Paradise

A estrada de Queenstown a Glenorchy é ela mesma o passeio. São cerca 45 minutos margeando o Lago Wakatipu, com mirantes a cada poucos quilômetros e a cordilheira de Humboldt aparecendo no fim. Na prática, os 45 minutos demoraram um bom par de horas, mas serão algumas das paisagens mais lindas que você verá nesse país onde paisagens lindas é o que não falta.

Glenorchy é um povoado minúsculo à beira do lago, com um cais vermelho que é uma das fotos mais reproduzidas do país e um deck de madeira sobre a lagoa. Mais adiante, a estrada de cascalho segue até Paradise – sim o local chama Paraíso, cenário de boa parte de O Senhor dos Anéis e de outras produções.

bate-volta a Glenorchy, com paisagens épicas onde foram filmadas cenas de Lord of the Rings, Crônicas de Nárnia, X-Men, Missão Impossível, Coração Selvagem (filme com Brad Pitt que vai estrear em breve) e vários outros
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Deixamos para fazer esse passeio no dia que a previsão do tempo mostrava sol, e recomendo que você, podendo, faça o mesmo. Nos disseram que o passeio a Glenorchy vale a pena mesmo em dias chuvosos, mas não quis dar bobeira não.

Gibbston Valley

É no Gibbston Valley que a Nova Zelândia produz seu Pinot Noir, no caminho entre Queenstown e Cromwell, ao lado da ponte de Kawarau. Várias vinícolas fazem degustação com hora marcada; algumas têm restaurante. A Gibbston Valley Winery tem uma adega escavada na rocha.

Se ninguém quiser ser o motorista sóbrio, há tours de meio dia saindo de Queenstown, opções de passeio com bicicleta e com ônibus hop-on hop-off.

Wanaka pela Crown Range

A Crown Range Road é a estrada asfaltada mais alta da Nova Zelândia e a ligação cênica entre Queenstown e Wanaka. Sobe em curvas fechadas até um mirante com vista para todo o vale, passa por Cardrona (onde fica o histórico Cardrona Hotel, de 1863) e desce para Wanaka.

Wanaka é a irmã mais calma de Queenstown: mesma paisagem de lago e montanha, mas com metade do turismo, e um centro pequeno de verdade. A famosa “That Wanaka Tree”, o salgueiro solitário dentro d’água, fica a poucos minutos a pé do centro.

Milford Sound

Conhecer os fiordes de Milford Sound é tido como o passeio mais espetacular da Ilha Sul, mas também o mais cansativo de fazer a partir de Queenstown. São entre 4 e 5 horas de estrada em cada sentido, atravessando o Parque Nacional de Fiordland, o Homer Tunnel e uma sequência de paisagens que justificam metade do trajeto sozinhas.

A ideia inicial era fazermos esse passeio em um dos dias da nossa estada em Queenstown, mas optamos por não fazer por diversas razões – meu receio de transitar pelas estradas no auge do inverno; já estávamos cansados de tanta correria depois de quase um mês viajando entre Australia e as duas ilhas da Nova Zelândia, e a esperança de que um dia voltaremos a Queenstown, de preferência no verão.

Então aqui estão as informações que levantei pesquisando e perguntando nas agências locais em Queenstown.

Ha três formas de fazer o passeio a Milford Sound a partir de Queenstown:

Tour de ônibus com cruzeiro incluído. Sai de Queenstown de madrugada, para em Te Anau e em alguns mirantes, faz o cruzeiro de cerca de 1h45 no fiorde e volta. O passeio todo leva de 12 a 13 horas. Seria o que teríamos feito pois dirigir tudo isso em um único dia é cansativo e, sendo inverno e considerando que a estrada passa por trechos que pode ter neve e gelo e neblina, confio mais no motorista que conhece bem a estrada.

De carro próprio. Dá para fazer, mas é dirigir 9 horas em um dia para passar 2 no destino. Se for dirigir, saia muito cedo e acompanhe as condições em tempo real no site da NZTA.

Dormindo em Te Anau. A opção mais civilizada: Te Anau fica a 2h de Queenstown e a 2h de Milford. Você quebra a viagem em dois dias, chega ao fiorde cedo antes dos ônibus e transforma um dia exaustivo em um passeio um pouco mais confortável.

Uma coisa contraintuitiva: chuva em Milford Sound é bom. É um dos lugares mais chuvosos do planeta, e quando chove aparecem centenas de cachoeiras temporárias nas paredes de rocha. Então não desanime se a previsão do tempo indicar chuva.

Quantos dias ficar em Queenstown

Ficamos sete dias e o tempo foi bem aproveitado — mas sete dias só se justificam se você for esquiar. Uma sugestão de divisão, conforme o seu perfil:

3 dias — o mínimo viável. Um dia na cidade (gôndola, centro, jardins), um dia de bate-volta curto (Arrowtown + Gibbston, ou Glenorchy) e um dia de Milford Sound. Sem esqui.

5 dias — o equilíbrio. Os três acima, mais dois dias de esqui, ou um dia de esqui e um de Wanaka.

7 dias — o nosso. Três a quatro dias de esqui intercalados com os bate-voltas, um dia de Milford Sound e um dia de folga na cidade. Intercalar é a chave: esquiar quatro dias seguidos cansa mais do que parece, e o dia de descanso entre dois dias de neve rende mais do que forçar a sequência.

Como chegar em Queenstown e como se locomover pela região

Como chegar a Queenstown

O aeroporto de Queenstown (ZQN) fica a 10 minutos do centro da cidade. Recebe voos domésticos das principais cidades da Nova Zelândia, como Auckland, Wellington e Christchurch, e voos internacionais diretos da Austrália (Sydney, Melbourne, Brisbane e Gold Coast, na época da elaboração deste post);

Uma observação importante: ZQN é um aeroporto cercado de montanhas (qualquer assento na janela que você pegar lhe brindará ótimas vistas) e opera só durante o dia, sem voos noturnos. Em dias de tempo ruim, cancelamentos e desvios para Christchurch ou outras localidades acontecem. Se você tem conexão internacional no dia seguinte, deixe folga.

Do aeroporto ao centro há o ônibus urbano da linha 1 (Orbus), táxi, Uber e transfers.

De carro, a cidade é conectada a Wanaka, Lake Tekapo e Christchurch, as estradas são pista simples e bem conservadas. lembre-se que a direção na Nova Zelândia é na mão inglesa, leva uns dias para se acostumar mas não precisa ter medo, vai de boa – já falei sobre nossa experiência em dirigir na mão inglesa nesse post da África do Sul.

Como se locomover em Queenstown

Dentro de Queenstown, carro mais atrapalha do que ajuda. O centro é caminhável, o estacionamento é caro e escasso, e a rede de ônibus Orbus funciona bem para as áreas residenciais e para o aeroporto. A tarifa é baixa e se paga com o Bee Card, um cartão pré-pago comprado nas lojas credenciadas ou a bordo. Para os dias de esqui, os ônibus das estações resolvem melhor do que o carro próprio, e as demais atrações (bungee-jump, shotover jet e outras) tem o transporte até o local da atividade incluso no preço. Uber também funciona muito bem em Queenstown, usamos algumas vezes.

Nós alugamos carro apenas nos dias de bate-volta, um dia para Arrowtown e outro para Glenorchy.
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Para alugar carro, sempre uso o site RentCars, é onde normalmente encontro as melhores opções, e com o cupom DANAE ainda rola mais 5% de desconto. Bora?

Melhor época para ir a Queenstown

Queenstown é daqueles destinos que é ótimo o ano inteiro, mas cada estação traz uma experiência diferente, com vantanges e desvantagens.

O verão (de dezembro a março) é a alta temporada, com muito sol e um relativo calor. É a melhor época para curtir a natureza ao redor da cidade, fazer trilhas, nadar, curtir toda energia da estação. É também quando a cidade está mais cheia e os preços mais altos.

As meia-estações, primavera e outono, são tidas por muitos como a melhor época para visitar Queenstown. A cidade está menos cheia e, dependendo de quando você vai, ainda aproveita o bom do verão (pense em dias mais quentes e trilhas abertas e excelentes no início do outono) ou do inverno (a temporada de esqui costuma ir até meados da primavera). Já falei sobre as vantagens de viajar na meia-estação nesse post sobre Ushuaia, e tudo que disse sobre a cidade argentina se aplica a Queenstown.

Já o inverno (de junho a agosto) é considerado baixa temporada para viajar pela Nova Zelândia em geral, com suas vantagens em termos de preços bons e menos turistas, mas logicamente as desvatanges de dias mais curtos, algumas trilhas inacessíveis e um ou outro local fechado.

Nós escolhemos ir no inverno pois, como as crianças ainda estão em idade escolar, as férias são janeiro ou julho. Pesquisamos bastante, vimos que mesmo no inverno o frio não é tão absurdo, e que os preços de passagens aéreas e hospedagens estavam bastante favoráveis: partiu Nova Zelândia no inverno.

Porém já aviso que nem tudo são flores: como Queenstown é estação de esqui, o inverno também é considerado alta temporada. As estações de esqui abrem em meados de junho e fecham entre o fim de setembro e o começo de outubro, a cidade fica cheia, os preços sobem, e escurece por volta das 17h30. Em compensação, é quando Queenstown é mais Queenstown: neve nas montanhas, lareira acesa, festivais de inverno (o Winter Festival, em junho, e o Winter Pride, em agosto). Agosto costuma ser o mês de mais neve.

Apesar de termos ido à Nova Zelândia em julho, pegamos pouquíssimos dias com temperatura abaixo de zero, e mesmo assim a mínima foi -1ºC, não nevou nenhum dia, não havia neve na cidade (coisa que mais odeio em destinos desse tipo, fico morrendo de medo de escorregar na sajeta e me estropiar). Eu fui para Queenstown esperando algo como vimos em Sapporo, no Japão, porém foi bem diferente e absolutamente tranquilo. Ficamos sete dias em Queenstown: em um dia choveu praticamente o dia inteiro, em dois dias o tempo ficou nublado e frio, e nos outros quatro dias foi sol e um certo calor, no nosso último dia a temperatura chegou a 14ºC!
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Requisitos de entrada na Nova Zelândia

A maioria dos visitantes precisa da NZeTA, a autorização eletrônica de viagem, que custa NZD 17 pelo aplicativo e NZD 23 pelo site, mais a taxa de conservação e turismo (IVL) de NZD 100. Confira sempre as regras vigentes antes de viajar.

Mapa do nosso roteiro de 20 dias pela Nova Zelândia (salve na sua conta do Google)

Como usar esse mapa: Clique na aba localizada no canto superior esquerdo do mapa para acessar várias camadas, incluindo pontos de interesse e rotas. Você pode escolher quais camadas visualizar selecionando-as no check-box correspondente. Para obter detalhes adicionais sobre pontos de interesse específicos, clique nos ícones correspondentes no mapa.

É fácil salvar este mapa em sua conta do Google Maps, basta clicar no ícone de estrela próximo ao título do mapa. Para acessá-lo no seu celular ou computador, abra o Google Maps, toque no botão de menu, vá para “Meus Lugares”, selecione “Mapas” e você encontrará este mapa listado entre os seus mapas salvos.

Nesse post explico como usar o Google MyMaps para planejar uma viagem, é um recurso muito bom, vale a pena conhecer!

Perguntas frequentes sobre Queenstown

Quantos dias são ideais em Queenstown?

Recomendo de 4 a 5 dias para conhecer a cidade e os bate-voltas principais. Se for esquiar, adicione mais quantos dias quiser se dedicar às pistas.

Precisa alugar carro em Queenstown?

Não é necessário carro para se locomover na cidade, dá para fazer tudo a pé e as principais atrações têm opção (inclusa ou paga a parte) de transporte até o local. O carro compensa nos dias de bate-volta a Arrowtown, Glenorchy, Gibbston e Wanaka, porém mesmo esses passeios podem ser feitos com tours organizados.

Dá para esquiar em Queenstown sem experiência nenhuma?

Queenstown é uma das principais áreas de esqui do hemisfério sul. Nós fomos na estação The Remarkables, mas Coronet Peak e Cardrona também têm áreas e pacotes específicos para iniciantes.

Vale a pena fazer Milford Sound como bate-volta de Queenstown?

Os fiordes de Milford Sound são um dos passeios mais procurados de Queenstown, mas será um dia intenso, com cerca de 12 a 13 horas de passeio. No inverno, prefira o tour de ônibus a dirigir. Se puder, durma em Te Anau e divida o passeio em dois dias.

Queenstown é um destino caro?

Infelizmente sim, Queenstown é um dos destinos mais caros da Nova Zelândia (que já não é propriamente um país barato de se visitar). Para reduzir os custos de viagem, usamos as mesmas técnicas da viagem à Noruega, com preferência para hospedagem com cozinha e comras no mercado.

Queenstown é um destino bom para visitar com crianças?

A criançada (e os adolescentes) vão amar Queenstown. O luge da gôndola, o garimpo de ouro em Arrowtown, o Kiwi Birdlife Park e as áreas de neve para iniciantes funcionam muito bem com criança, e a cidade é segura e compacta.

Aqui estão os sites que sempre uso para planejar minhas viagens:
– 🛌 Hospedagem: Booking
– ☀️ Passeios: Civitatis & Get Your Guide
– 📱Chip de celular: e-SIM da Airalo – cupom DANAE2375
– 🚗Aluguel de veículos: RentCars – cupom DANAE, ou DiscoverCars
– ⚠️ Seguro-viagem: Real Seguros

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