Roteiro de 20 dias na África do Sul

Se há uma viagem que ficará em nossa memória para sempre, naquele top 3 das melhores da vida, é a da África do Sul. Ficamos 20 dias por lá, e esse roteiro é um dos que mais me orgulho, de tão completa e especial que foi essa viagem.

Dizer que gostamos muito da África do Sul é um eufemismo. Nós absolutamente amamos o país. Dos mais de 40 países que visitei, sempre que alguém me pede uma sugestão de destino que tem de tudo – de museus a bungee jumping, de vida selvagem a vida noturna, vinícolas e praias – e que não vai quebrar sua conta bancária, a resposta é a África do Sul.



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Elefantes na savana africana, atravessando uma estrada de terra ao fim da tarde, vistos de um carro de safari

O que fazer na África do Sul

Basta uma rápida olhada no mapa para perceber que a África do Sul é um país enorme, um dos maiores do continente africano, então não tem segredo: se seu tempo – e dinheiro – é limitado, você terá que fazer escolhas, pois é quase impossível conhecer o país inteiro em uma única viagem de férias.

Nosso roteiro focou em (1) safaris (também chamados “game-drives”- acredito que essa seja uma prioridade para quase todo mundo que vai à África subsaariana, não é mesmo?; (2) Cidade do Cabo – sem dúvida uma das cidades mais belas do continente; (3) vinícolas; e (4) natureza e praias.

Para aproveitar ao máximo sua viagem, seguem algumas dicas práticas: a melhor época para visitar a África do Sul é durante a primavera (setembro a novembro) ou outono (março a maio), quando o clima é mais ameno e há menos turistas. Mas se não puder ir nessas épocas, não há problema algum: fomos lá em dezembro e janeiro e pegamos um clima muito bom, mas em alguns lugares (principalmente em Cape Town) havia muitos turistas.

Para se locomover pelo país, é muito fácil alugar carro. Lá se dirige na mão direita (sistema inglês) o que pode levar algum tempo para você se ajustar, mas no geral é super tranquilo, as estradas são ótimas e o trânsito é bem organizado. Optamos por alugar um carro, pois nos dava mais flexibilidade e facilitava a visita a alguns lugares (caso contrário, seria necessário contratar tours em alguns passeios). Mas é possível viajar pelo país com transporte público – basicamente ônibus e em algusn trechos há serviços de trem de passageiros.

Confira este post onde resumi todas as informações que você precisa saber antes de visitar a África do Sul.

Victoria & Alfred Waterfront, visto ao por-do-sol. Veem-se edifícios históricos e a roda-gigante ao fundo.
Victoria & Alfred Waterfront, Cidade do Cabo

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Pretoria

Nossa viagem pela África do Sul começou em dezembro de 2019. Fomos para Pretória, na casa dos queridos @mario e @cobus, onde passamos o Réveillon e aproveitamos dias deliciosos por lá.

Pretoria – uma das três capitais oficiais da África do Sul – não é exatamente famosa por ser um destino turístico. mas nossos anfitriões nos trataram tão bem, mas tão bem, e nos mostraram tanta coisa legal por lá, sem contar os novos amigos que conhecemos, que posso dizer que foi o início perfeito de uma viagem que se superou todas as expectativas.

O que fazer em Pretoria e Johanesburg

Mas como uma viagem não é feita só de risadas, do melhor vinho local e de comida espetacular, aproveitamos os dias por lá para conhecer:

Pretoria Zoo – o maior zoológico da África do Sul e ranqueado como um dos melhores do mundo. Fizemos um pic-nic nos jardins e sentimos o gostinho do que, dali a alguns dias, veríamos na natureza.

Moroleta Park – um parque/reserva natural bem próximo da aérea em que estávamos hospedados; as meninas adoraram o primeiro contato com animais de vida livre, como as zebras e avestruzes.

Apartheid Museum, em Johanesburg (50 min. de Pretoria). A África do Sul viveu por mais de 40 anos sob as regras do apartheid. Conhecer esse período e aprender sobre a jornada do povo sul-africano para sua superação é essencial não só para compreender a história do país, mas para entendermos e lidarmos com os desafios do mundo em que vivemos, e para entendermos, cada vez mais, que podemos e devemos atuar para criar uma sociedade mais justa e igualitária.

 

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Graskop & Blyde River Canyon – 2 noites

Blyde River Canyon

O Blyde River Canyon se estende por cerca de 26km (ou 50km, o tamanho varia conforme a fonte da informação) e, ainda que o site oficial diga que é o terceiro maior do planeta. Mesmo assim, não espere nada minimamente parecido com o Grand Canyon – se posso dizer algo a favor do Blyde River, é que a vegetação vibrante o deixa muito mais agradável e amigável que o correspondente das Américas.

Mesmo assim, é um visual lindo. O acesso é super fácil, dá para ir de carro até um estacionamento e dali seguir por uma trilha tranquilíssima de poucos metros, até o mirante do Three Rondavels, o mais famoso da região.

No dia que fomos estava bem tranquilo, sem grandes muvucas. Outro mirante com ótimas oportunidades para fotos é o Lowveld View, bem próximo do Three Rondavels. Há diversas diversas trilhas na região, e é possível inclusive fazer rafting.

Blyde River Canyon, South Africa, visto do mirante do Three Rondavels, África do Sul
Blyde River Canyon, South Africa

Bourke’s Luck Potholes

Outro ponto lindo e bem interessante é Bourke’s Luck Potholes, uma série de cachoeiras em um trecho bem estreito do canyon. Aqui é necessário pagar entrada, e no dia que fomos estava bem cheio. Tem estrutura com lanchonete e lojinhas de souvenirs.

Um dos highlights desse dia foi o restaurante em que almoçamos, Potluck Boskombuis (duas últimas fotos acima). O restaurante fica perfeitamente localizado a beira do rio (que adiante forma o Bourke’s Luck Potholes), com uma atmosfera encantadora. O restaurante não tem eletricidade, os pratos são grelhados a fogo (mas as bebidas chegaram geladas!), e bem saborosos. (infelizmente, na época em que escrevo este post, o GoogleMaps indica que o restaurante está temporariamente fechado, mas vale a pena conferir, vai que reabre…)

O melhor ponto para se hospedar na região é a cidade de Graskop, ficamos no Graskop Hotel, que tinha uma ótima piscina e quartos duplos perfeitos para quatro pessoas.

Pilgrim’s Rest

Outro lugarejo na região que vale uma visita é Pilgrim’s Rest, uma vila histórica da época da corrida do outro sul-africana, iniciada em 1873, que tem as construções preservadas tais quais em sua época auge – como a casa dos correios e do banco.

Há alguns cafés, restaurantes e lojinhas, o que o torna um lugar bem agradável para dar uma volta e conhecer um pouco da história do país.

De Pretoria a Graskop são cerca de 370 km (4h30), alugamos um carro em Pretoria e o usamos em todo esse trecho da viagem, devolvemos no aeroporto de Nelspruit (o mais próximo ao parque Kruger).

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Kruger National Park – 2 noites

Se é que é possível dizer qual foi a melhor parte da viagem, essa seria um forte concorrente.

Passamos três dias no parque, poderíamos ter ficado muito mais. Ver os animais na natureza, livres, foi uma experiência inesquecível.

Para saber mais sobre o Kruger Parque

O Kruger, provavelmente o parque nacional mais famoso da África do Sul, foi estabelecido em 1898 como Sabie Game Reserve, e aos poucos foi ampliado até hoje compreender uma área de 19.633 km2. É um dos “game parks” que mais recebe visitantes no mundo, e conta com (documentadas) 507 espécies de pássaros, 336 árvores, 147 mamíferos, 114 répteis, 49 peixes e 34 anfíbios

O parque é cortado por diversas estradas pavimentadas; você pode entrar (após pagar a taxa na entrada) com seu carro particular e transitar livremente pelas vias asfaltadas; neste post explico em detalhes tudo que você precisa saber para visitar o Kruger Park sem gastar uma fortuna.

No site SANPARK Official Website você pode conferir os horários de abertura de cada entrada do parque, assim como outras informações importante (inclusive nesse site é onde você pode fazer a reserva da hospedagem dentro do parque e das atividades, como os game drives – safaris – guiados).

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Onde se hospedar no Kruger Park

Há diversos “acampamentos” dentro do parque. Apesar do nome, tem estrutura de pousada/hotel e são excelentes; pesquise no site pois a estrutura varia entre um e outro.

Ficamos no Skukuza e no Lower Sabie. O Skukuza é o maior de todos, tem restaurantes, piscina (que não usamos), loja de conveniência, posto de gasolina e várias outras facilities. O Lower Sabie também é bem grande e estruturado e, na minha opinião, o mais bonito entre os dois.

É essencial reservar os acampamentos com a maior antecedência possível, pois as vagas acabam bem rápido, e aqui conto tudo que você precisa saber para visitar o Parque Nacional Kruger, se hospedando dentro do Parque, sem gastar uma fortuna.

Mesas ao ar livre do restaurante do Skukuza Rest camp, no Parque Nacional Kruger, África do Sul
Restaurante no Skukuza Rest Camp

Como fazer safaris no Kruger Park

Durante o dia, exploramos o parque em nosso próprio carro, e no fim da tarde fizemos os passeios guiados (game drives) – você pode agendá-los pelo mesmo site oficial Sanparks website.

O passeio guiado é num caminhão adaptado, vamos com um guia e um motorista, e dá para fazer ao nascer ou ao por do sol (ou ambos), que são os períodos em que os animais estão mais ativos – você pode fazer tantos quantos conseguir, e recomendo que aproveite a oportunidade e faça todos que der MESMO . Para o passeio guiado, há limite mínimo de idade; já para passear com seu carro particular não há limite, vimos vários bebês e crianças pequenas nos acampamento. Lembre que não é permitido sair do carro, a não ser dentro dos limites cercados dos acampamentos.

Além do parque propriamente dito, há diversas reservas particulares vizinhas, muitas delas com programas completos de hospedagens + safaris para todos os tipos de gostos e bolsos (especialmente os bolsos mais recheados rsss).

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Como chegar e sair do Kruger Park

Estávamos em Graskop e fomos de carro até o Kruger Park, entramos no parque pela Phabeni Gate e, no terceiro dia, saímos por Crocodile Bridge Gate.

Do Kruger Park fomos de carro até o aeroporto de Nelspruit (Kruger Mpumalanga) – 140km, cerca de 2h15, mas saia com bastante antecedência, pois quando estávamos indo ao aeroporto, ainda dentro dos limites do parque, havia um elefante parado na estrada, calmamente se alimentando.

Levou quase meia hora para que ele decidisse ir a outro local…

O voo para Cape Town foi num Embraer 190, que me enche de orgulho cada vez que tenho a oportunidade de voar, pois, dentre as milhares de pessoas que trabalharam para se concretizasse, estava meu pai (e, assim como eu, ele também nasceu em São José dos Campos, Brazil).

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Cape Town – 5 noites

Cape Town merece uma viagem inteira, só para explorar a cidade e arredores. É aquele tipo de local que você pode voltar quantas vezes for, que será sempre espetacular.

Onde ficar em Cape Town

Ficamos em um ótimo Airbnb, na região do Waterfront, com uma sacada e vista maravilhosa para a Table Mountain, que ficava ainda melhor com os por-do-sol sensacionais.

Neste post tem tudo que você precisa saber antes de visitar a África do Sul, e lá dou várias sugestões de hospedagem em Cape Town, certamente tem uma que você irá curtir.

O que fazer em Cape Town

Ficamos 5 dias em Cape Town, e as atividades foram assim:

– dia 1:

chegada e reconhecimento da cidade, compras no mercado e jantar no apartamento com a melhor vista do por do sol da cidade

– dia 2:

como o dia amanheceu bonito, fomos direto para a Table Mountain – o que se mostrou perfeito, pois nos outros dias a montanha ficou encoberta, com o chamado “cloth”, uma camada de neblina, parecendo realmente uma “toalha” sobre a “mesa”. Ficamos um bom tempo na fila para subir com o bondinho (dá para subir a pé, por uma trilha, mas não recomendo fazer isso com crianças pequenas). Lá do alto a vista é linda, e recomendo dar a volta completa, para aproveitá-la de todos os ângulos possíveis. Venta bastante lá em cima, mas não pegamos frio. Uma amiga havia ido uma semana antes e passou um baita frio, então acho que o melhor é realmente se preparar e levar uma blusa, ou corta-vento, e bastante água (ainda que haja uma lojinha lá em cima, ótima para recarregar a bateria das crianças com sorvete). Descemos, almoçamos e fomos dar uma volta em Bo-kaap.

– dia 3:

fomos até o Cabo da Boa Esperança, pela Chapmans Peak Dr, uma estradinha que vai costeando o oceano, espetacular, com muitos lugares para parar e apreciar a vista (e, lógico, tirar muitas fotos). Na volta paramos na Boulders Beach (a famosa praia dos pinguins)

– dia 4:

de manhã fomos no Kirstenbosh National Botanical Garden, almoçamos em um bistrô no Old Biscuit Mall e a tarde aproveitamos a praia em Camps Bay Beach.

dia 5:

Two Oceans Aquirium pela manhã e a tarde tour para Robben Island – a ilha-prisão em que Mandela e outros líderes negros ficaram presos na época do apartheid. Almoçamos e jantamos no Victoria and Alfred Waterfront. Tanto o Aquário quando a partida para o passeio da Robben Island ficam no Waterfront, fazendo com que essa combinação seja perfeita para ocupar um dia inteiro de atividades.

Camps bay Beach, Cape Town, South Africa

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Franschhoeck – 2 noites

A maravilhosa região das vinícolas da África do Sul, que abrange Stellenbosh, Paarl e Franschhoek. A proposta para os dois dias que ficamos por lá foi simplesmente relaxar e curtir as visitas às vinícolas.

E, sim, é um passeio que pode ser feito tranquilamente com crianças, de qualquer idade. As vinícolas são lindas e estão muito bem preparadas para o turismo, algumas contam com playground e área para pic-nic, e (creio que se não todas, a grande maioria) tem ótimos restaurantes.

No primeiro dia, visitamos Babylonstoren, que tem jardins belíssimos, com alguns “labirintos”, uma horta maravilhosa e dois restaurantes.

Em seguida, fomos ao Drakenstein Lion Park, um santuário para leões resgatados de situações de abuso, negligência e maus tratos. Fizemos a visita com um guia excelente, que nos contou a história do santuário e dos leões e leoas (e uma tigresa) que vivem ali (nem preciso dizer que são de cortar o coração).

Crianças brincando e se refrescando na água, nos jardins da vinícola Babylonstoren, em Franschhoeck, Africa do Sul

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Passeios em Franschhoek – bike e trem

No dia seguinte, fizemos o que talvez tenha sido o passeio que as meninas mais gostaram: tour de bike pelas vinícolas. Fomos com a Bikes’n’Wines

Fizemos um passeio de dia inteiro – a princípio seria em grupo, mas como só tínhamos nós 4, ficamos com o passeio privativo. Eles forneceram as bikes, para adultos e crianças e capacetes, e fomos, no ritmo das crianças (que acabou não sendo tão lento como imaginávamos) em três vinícolas. Uma melhor que a outra: Mont Rochelle, Leeu Estates (nesta havia uma galeria de arte e um jardim de esculturas) e Rickerty Bridge.

Em cada vinícola, os adultos faziam a degustação dos vinhos (3 tipos em cada uma) e para as crianças, na primeira teve degustação de sucos, na segunda um suco e alguns doces, e na última sorvete.

Outro passeio legal com crianças é conhecer as vinícolas de trem (Franschhoek Wine Tram), não seria nada mal ter ficado um dia a mais por lá e fazer esse passeio. Mas escolhas tem que ser feitas, e não custa nada ter este como justificativa para voltarmos lá em breve 😉

Onde ficar em Franshhoek

Ficamos no Le Franshhoek Hotel & Spa, que tinha um ótimo quarto família e uma piscina deliciosa, que as meninas fizeram questão de aproveitar nos dois dias no fim da tarde.

Pai e filha passeando de bicicleta por estrada ao meio de vinícolas, em Franschhoeck, Africa do Sul

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Knysna – 2 noites

Nesse dia fizemos o trecho mais longo de carro da viagem – 450km.

Saímos cedo de Franschhoek, não me lembro onde paramos para almoçar (mas foi um lugar bem agradável de frente para o mar, provavelmente na região de Mossel Bay).

Taça de vinho ao por do sol, a beira da lagoa de Knysna, Garden Route, Africa do Sul

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Knysna

Knysna é parte da região conhecida como “Garden Route”, e fica a beira de uma lagoa.

No que restava do dia da chegada, fomos a uma pequena trilha e mirante conhecido como “the Heads”, que ficam na entrada da lagoa ao oceano. A trilha é bem fácil, coisa de poucos minutos, e a vista é linda.

Robberg Nature Reserve

No dia seguinte, fomos a Robberg Nature Reserve, uma reserva natural que abrange toda uma península.

Dá para fazer a trilha pequena (que foi a que fizemos), levou cerca de 5 horas (com direito a parada para curtir a praia), ou a completa, que pelas indicações na entrada tem o dobro da distância e era bem mais exigente.

Apesar de alguma reclamação, a trilha foi bem tranquila para as crianças. As praias (que, como fizemos no sentido horário, ficaram quase ao final do passeio) são excelentes, um visual lindo e em uma parte ótima para banho.

Depois do passeio (e de um bom banho), fomos tomar um café e sorvete no centrinho de Knysna (que fica em uma ilha na lagoa).

Pai e duas crianças pequenas, no alto der uma duna ao chegar nas praias da Robberg Nature Reserve, Garden Route, Africa do Sul

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Monkeyland

No dia seguinte, fomos a Monkeyland, um santuário para macacos e lêmures resgatados de situações de maus tratos e abuso. O passeio é guiado e bem interessante, mas se preparem pois é em uma floresta bem fechada e com mosquitos (por sinal, foi o único lugar da viagem que havia mosquitos). Ao lado, há o Birds of Eden, uma enorme área com pássaros voando livres, porém não chegamos a visitar.

Onde ficar em Knysna

A cidade mais próxima de Robberg e do Monkeyland é Plattenberg Bay, mas optamos por nos hospedar em Knysna, que me pareceu um lugar mais agradável. Ficamos em um Airbnb excelente, tinha mais quartos do que nós éramos capazes de utilizar (as meninas amaram, pela primeira – e até agora única – vez na vida, cada uma dormiu em um quarto, em cama de casal).

Passeio de caiaque no Tsitsikama National Park, Garden route, Africa do Sul
Parque Nacional Tsitsikama, África do Sul

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Storms River – 1 noite

Saindo do Monkeyland, seguimos para Storms River, uma vila bem na entrada do Tsitsikama National Park.

É um parque natural belíssimo, as margens do oceano índico. O passeio que fizemos lá, por indicação de uma amiga, foi o caiaque com a Untoched Adventures. Foi sensacional.

Começamos, remando pelo mar, e entramos pelo Rio Storms, passando por baixo da famosa ponte suspensa do parque, e fomos remando pelo canyon formado por esse rio. Em um certo momento, não há mais como prosseguir com os kayaks, então deixamos eles ali e passamos para uma espécie de bóia/prancha, e seguimos rio acima, até um ponto em que realmente não há mais como passar. Na volta, a correnteza ajuda, e as vistas são ainda mais maravilhosas. Imperdível

Um dia a mais por aqui, de preferências nos alojamentos dentro do parque Tsitsikama, teria sido ideal para aproveitar melhor a região.

Onde ficar em Storms River

Aqui ficamos em um hotel bem tranquilo e simpático, Tsitsikama Village Inn, que tinha um gramado que as crianças adoraram e uma varanda excelente para desfrutar um vinho depois que que as crianças dormem.

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Addo Elephant National Park – 2 noites

O Addo é outro parque nacional ótimo para safari (“game drives”). Fica a cerca de 200km de Storms River, e partimos para lá depois do passeio de kayak, com uma certa pitada de emoção pois a entrada do parque fechava as 17hs e tínhamos que parar em algum lugar para almoçar.

Vimos avestruzes, leões, zebras, kudu, búfalos, javalis, antílopes, tartarugas, besouro rolador de cocô, garças, águia, cegonha, diversas espécies de e, como era de se esperar, elefantes, muitos elefantes.

É bem menor que o Kruger, mas nem por isso com menos possibilidade de ver a vida selvagem. Alguns animais só vimos lá, ou vimos lá com muito mais facilidade que no Kruger, outros só vimos no Kruger, mas a maioria é possível avistar em ambos.

Lá também fizemos os passeios de carro por conta própria durante o dia e o passeio guiado no por-do-sol.

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Onde se hospedar no Addo National Park

Ficamos no Addo Main Rest Camp, e conseguimos uma cabana para 4 pessoas (as reservas podem ser feitas pelo mesmo SANPARKS Official Website. Dê uma olhada neste post sobre como visitar o Kruger Park, a sistemática é a mesma para visitar o Addo.

O acampamento, também bem menor que os que ficamos no Kruger, é ótimo, há um pequeno e ótimo museu sobre a história do parque, e tem restaurante e lojinha de conveniência. Mas se você preferir, há diversas opções de hospedagem ao redor do parque, ou mesmo em Port Elizabeth, que é a cidade mais próxima e dá tranquilamente para visitar o parque num bate-e-volta.

Últimos momentos do nosso roteiro de 20 dias pela África do Sul

Para fechar a viagem com chave de ouro, era lua nova e o céu estava absurdamente limpo, com uma vista sensacional das estrelas – digo, sem sombra de dúvidas, que está nos top 3 lugares em que vi o céu noturno mais lindo – os outros dois foram o hotel dentro do parque de Tikal, na Guatemala, e um vilarejo perdido no interior da Bolívia, no meio do caminho entre San Pedro do Atacama e o Salar de Uyuni – nem preciso dizer que nesses três locais, a energia elétrica só durava até uma certa hora, depois disso era somente a luz das estrelas.

No último dia, logo cedo, partimos (e dessa vez sem elefantes bloqueando a estrada) até o aeroporto de Port Elizabeth, onde devolvemos o carro (que tínhamos pego no aeroporto de Cape Town) e começamos a longa jornada de volta para casa.

E aí, convenci ou não você a colocar a África do Sul na sua wishlist?

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